Richard Wiseman de novo… sobre astrologia
Há não muito tempo comentei sobre uma experiência conduzida pelo Richard Wiseman em que ele não encontrou nenhum indício da existência da “visão remota”.
Agora (na verdade já faz quase um mês, estou atrasado) ele fez uma outra experiência, agora sobre astrologia.
Ele pegou o horóscopo de um signo, e postou em seu blog, pedindo aos leitores que identificassem o quanto eles achavam que as afirmações naquele horóscopo correspondiam às suas personalidades. A ideia é que se a astrologia funcionasse, então as pessoas do signo para o qual o horóscopo foi feito deveriam ter um grau de identificação maior do que qualquer outro signo.
Infelizmente, não foi o que aconteceu. O signo das pessoas que mais se identificaram com o horóscopo foi capricórnio, com uma média de 4,1 pontos (numa escala até 10). Mas ele havia escolido o horóscopo para libra, que teve uma média de identificação de 2,7, sendo apenas o quarto signo em termos de identificação.
É importante termos em mente que isso não tem um valor científico e não pode provar que a astrologia não funciona. Mas serve sim como um indício apontando para tal conclusão. Juntando isso ao fato que as ideias nas quais a astrologia se baseia não se encaixam de maneira alguma com o que sabemos sobre as leis da física e que os astrólogos sequer conseguem propor uma explicação viável sobre como a astrologia funcionaria, e também observando que os horóscopos tendem a ser cheios de afirmações de Forer, e que astrólogos muitas vezes utilizam técnicas clássicas da leitura fria quando lidam diretamente com clientes, e mais tantos outros indícios, podemos afirmar, com tanta convicção quanto possível, que astrologia não passa de um monte de bobagem.