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Videntes são inofensivos, não?

Não, não são. Que o diga Leilani dos Santos, 18 anos.

A história já não é bem novidade, foi reportada há alguns dias, e ocorreu na cidade de Darwin, Austrália. O casal de origem vietnamita Nhung Tri Tran and Trien Tran (não me perguntem qual é o homem e qual é a mulher) tinha uma barbearia, e um dia eles perceberam que dinheiro havia sido roubado da loja.

O que eles fizeram? Foram à polícia? Não, procuraram uma vidente, também de origem vietnamita. A vidente disse que “alguém próximo a eles, e que eles amavam” havia roubado o dinheiro. Podemos observar que, como de praxe com esse tipo de atividade, foram dadas informações muito específicas e que não permitem diversas interpretações. Especificidade é o lema deles.

É então que entra a adolescente Leilani dos Santos, 18 anos, de origem não especificada na notícia, mas com um nome que definitivamente soa brasileiro, que trabalhava na barbearia e também vivia com o casal, provavelmente ajudando em tarefas domésticas. Dada a “informação” da vidente, eles concluíram que o autor do roubo foi Leilani.

O que eles fizeram? Investigaram? Foram à polícia? Não. Segundo o relato da jovem, quando ela retornou para casa ela foi estrangulada e depois espancada. Ela afirma que foi amarrada enquanto o casal batia nela e ameaçava matá-la. O casal também teria dito que cortaria seus dedos, mas como eles a amavam, iriam injetar heroína nela para que ela não sentisse. (Que belo exemplo de compaixão!) E, o pior, enquanto a tortura ocorria, tocavam Lady Gaga (para que os gritos não fossem ouvidos).

A jovem disse que conseguiu escapar e depois a deixaram ir e que eles deviam fingir que nada aconteceu.

O casal alegou ser culpado de agredir Leilani, mas não de de ameaçá-la de morte ou privá-la de liberdade (ou seja, segundo eles ela voluntariamente ficou na sala enquanto era agredida).

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