Pseudomedicina: testes verificam que ela não funciona

Foi publicada uma notícia relatando que depois de testes que se estenderam por 10 anos e que custaram 2,5 bilhões de dólares, praticamente nenhuma técnica de pseudomedicina ou “remédios alternativos” mostrou resultados. Essencialmente, as melhorias obtidas com essas técnicas não eram melhores que as melhorias obtidas com uma pílula de açúcar ou outro placebo equivalente.

Infelizmente, mesmo com testes realizados seguindo o método científico (ao invés da evidência anedotal tradicionalmente utilizada para defender a pseudomedicina), os seguidores dela não vão se convencer de que ela não funciona. Mas quem sabe alguns usuários um pouco mais críticos decidam ser influenciados por resultados científicos sérios, obtidos com métodos cuidadosos para produzir observações isentas, e não pela história do primo do cunhado do vizinho que se curou graças ao cogumelo do sol.

3 comentários

  1. Juliano says:

    Eu ainda acreditava na cartilagem de tubarão, comercializada pelo antigo (011) 1406.

    Echinacea for colds. Ginkgo biloba for memory. Glucosamine and chondroitin for arthritis. Black cohosh for menopausal hot flashes. Saw palmetto for prostate problems. Shark cartilage for cancer. All proved no better than dummy pills in big studies funded by the National Center for Complementary and Alternative Medicine.

  2. Juliano says:

    A Rede Globo já fez diversas reportagens tentando provar cientificamente a eficácia ou não da homeopatia. Inclusive edições inteiras do Globo Repórter.

    O resultado é sempre o mesmo: inconclusivo; dá-se a entender que é preciso pesquisar mais. Por que inconclusivo? Porque um cientista diz que não funciona e um curandeiro diz que funciona, logo não se chegou a um consenso.

  3. Isso pode parecer preconceituoso, mas curandeiros só podem ter crédito quando afirmam que algo funciona ou não caso façam uma investigação usando o método científico e deixando interesses pessoais de lado. Neste caso, pelo menos naquele momento estão agindo como cientistas.

    Se o cientista fez os procedimentos todos corretamente (testes duplo cego com grupo de controle, amostras de tamanho suficiente, etc., etc.) e isso indicou que o “tratamento” é ineficaz, isso me soa bastante conclusivo. Ainda mais se os testes são repetidos e obtêm os mesmos resultados.

    Mas a resistência de algumas pessoas em aceitar a realidade é tanta que com um resultado desses eles começam a sua retórica cheia de falácias para dizer que os resultados científicos não são válidos, e que os inúmeros pacientes que eles trataram e que se curaram (segundo os próprios pacientes, em conversas com os próprios curandeiros) são “prova” da eficácia do “tratamento”.

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