Carta ao Jornal Nacional

Eu tentei enviar o texto abaixo ao Jornal Nacional, mas por algum motivo o formulário de contato deles só aceita até 1000 caracteres (escrevi um pouco mais que o dobro disso). Então fica como uma carta aberta à redação.

Achei uma excelente iniciativa a reportagem do Jornal Nacional de ontem (25/05) sobre uma pessoa sem qualificação adequada (segundo ela mesma, formada em sociologia) se passando por médico e realizando consultas.

Esse tipo de situação é muito grave por colocar em risco a vida de pessoas que, sem saber, podem estar sendo diagnosticadas por pessoas sem condições para tal. Ainda pior é quando falsos médicos receitam substâncias que podem até mesmo piorar a condição do paciente, ou causar alguma doença que ela não tinha.

Infelizmente, temos muitos casos parecidos com esses na nossa sociedade. Além de pessoas que se dizem médicos, temos também muitas pessoas promovendo os mais diversos tipos de “curas alternativas”, como homeopatia, cromoterapia, aromaterapia, acupuntura, quiropraxia, entre muitas outras, ou simplesmente vendendo supostos remédios para as mais diversas doenças. Todos esses “métodos alternativos” não se baseiam em princípios científicos, não foram testados apropriadamente, não há indícios de que realmente tenham um efeito curativo, e se baseiam em relatos anedotais sobre supostas curas.

Assim como no caso do falso médico do interior de São Paulo, é uma situação grave pois pode colocar a vida de pessoas em risco. Alguns tratamentos simplesmente não curam as pessoas, outros porém podem até fazer mal. Mas mesmo em se tratando de uma substância inofensiva, a partir do momento que alguém deixa de tomar medicamentos que foram testados rigorosamente e cuja eficácia foi comprovada e se submete a tratamentos alternativos, sua doença pode piorar, às vezes até um ponto que suas chances de cura são muito diminuídas.

Desta forma, deixo a sugestão de que, aproveitando esta reportagem apresentada ontem, o assunto de outros tipos de charlatanismo na área da medicina sejam abordados, a fim de alertar as pessoas dos riscos dessas práticas e deixá-las mais informadas para que, em situações difícieis, como a doença sua ou de um familiar, possam fazer uma escolha informada a respeito de como tratar essa doença.

Quantas pessoas deus matou?

Pelo menos 2.391.421 (dois milhões, trezentos e noventa e um mil e quatrocentos e vinte e uma). E um milhão destes de uma vez só (II Crônicas 14:9-12), o que é uma façanha respeitável até para os dias violentos de hoje.

Na verdade, o número exato é muito maior, já que essa contagem inclui apenas os números indicados inequivocadamente na bíblia. Não estão contadas as pessoas que morreram no dilúvio ou nas diversas pragas mandadas por deus.

Incluindo estimativas para outros casos cujos números de mortos não são ditos explicitamente, obteve-se uma estimativa de 34 milhões.

E ainda dizem que “deus é amor”. Que tal “deus é serial-killer”?

Os perigos do Monóxido de Dihidrogênio. E James Randi

Vocês talvez já tenham visto um e-mail que circula pela internet propondo uma campanha para banir o uso do Monóxido de Dihidrogênio. Entre outras coisas, é informado que essa substância é um dos principais componentes da chuva ácida, pode causar sérias queimaduras, e foi encontrada em grandes quantidades em pacientes com câncer.

Todas as afirmações são verdadeiras, o único pequeno detalhe é que Monóxido de Dihidrogênio é, vejamos… H2O, isto é, água! Um excelente exemplo de como manipular informações para levar pessoas a conclusões erradas, e da importância da análise cuidadosa das informações antes de acreditar em tudo que se vê por aí.

Enfim, o pessoal do Young Australian Skeptics, em seu podcast número 10 foi às ruas como “ativistas do meio ambiente” para tentar convencer pessoas a assinar um abaixo-assinado contra a substância. Não surpreendentemente, obtiveram sucesso. Houve pessoas como como a mulher que “assina qualquer coisa que seja pelo meio-ambiente”, mas até que as pessoas tentavam se informar, mas acabavam convencidas dos terríveis efeitos da substância. (Mas no final eles contaram a todos os entrevistados que não era nada além de água.)

Só por isso já vale a pena ouvir o programa (apesar de o sotaque ser meio difícil de entender às vezes). Mas há também uma entrevista com o James Randi. Certamente vale a pena ouvir.

Ecologia FAIL, parte 2

Vou só por o link, já que o post linkado diz tudo.

Ecologistas regastados por super petroleiro

WordPress Themes