50 razões para rejeitar a evolução
Depois de ler essas 50 razões, realmente não há como não acreditar que foi um deus que criou todas as espécies de vida exatamente como elas são hoje.
Depois de ler essas 50 razões, realmente não há como não acreditar que foi um deus que criou todas as espécies de vida exatamente como elas são hoje.
Originalmente eu ia mencionar isso no post anterior, mas não quis tirar o foco daquele post, então aqui vai uma nota rápida.
É basicamente mais um caso de um integrante da Igreja Católica inconscientemente expondo a igreja ao ridículo (mas nesse caso um seguidor, não um “dirigente”). A sra. Dana Malda, de Muskegon, Michigan, EUA, escreveu uma carta para um programa que havia tratado do caso do avião que pousou no rio Hudson perguntando/criticando por que não houve nenhuma menção a deus, já que ele “direciona pilotos de aviões e garante a segurança dos passageiros”. (E o piloto levou todo o crédito. Bastardo!)
Bom, aparentemente deus devia estar no banheiro quando todo o incidente começou e o avião perdeu o controle, então. Felizmente era o número 1 e ele voltou a tempo de salvar todos.
Vocês podem ler a carta aqui, ou, melhor ainda, ouvir o George Hrab lendo (e comentando) a carta no episódio 105 de seu podcast.
Para resumir a história, uma CRIANÇA de NOVE anos foi ESTUPRADA em sua PRÓPRIA CASA por seu PADRASTO, e, como se não bastasse, ENGRAVIDOU e de GÊMEOS. Os médicos determinaram que ela corria considerável risco de MORRER (nenhuma surpresa, afinal é só uma CRIANÇA não totalmente desenvolvida ainda) e que seria recomendável interromper a gravidez. O aborto foi feito (AMPARADO DUPLAMENTE pela lei brasileira, afinal foi um ESTUPRO com RISCO DE MORTE à mãe), a criança passa bem fisicamente (psicologicamente vai levar MUITO TEMPO para reparar o TRAUMA), e o que o a Igreja Católica Apostólica Romana faz? Sua Excelência Revendíssima dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife, EXCOMUNGA a mãe da menina e os médicos responsáveis pelo tratamento. E outras autoridades da Igreja APÓIAM isso, claro.
Certo, mas… e daí?
Que diferença isso vai fazer? Não é algo que vá, digamos, MUDAR a vida deles. Na verdade, não vai fazer diferença NENHUMA.
Continuando a história, como se não bastasse, o arcebispo ainda diz que NÃO CABE ao PADRASTO ESTUPRADOR a EXCOMUNHÃO, porque o ESTUPRO, segundo ele, NÃO É GRAVE O SUFICIENTE PARA ISSO. (Vejam vocês mesmo o vídeo.)
É verdade que isso faz a gente ficar com vontade de bater a cabeça na parede até ter uma concussão, mas passada a vontade de inicial de vomitar, ainda é uma situação que não faz diferença nenhuma para os envolvidos (felizmente, a lei defende que, ao menos neste caso, o ESTUPRO é muito pior que o ABORTO que, se não fosse feito, provavelmente ia fazer a menina MORRER). A única prejudicada, ao meu ver, é a própria Igreja e seus “dirigentes”, que se sujeitam ao ridículo quando expõem publicamente seus ideais arcaicos, incoerentes, estreitos (ao não analisar todo o contexto que levou ao fato) e, ao contrário da opinião médica, baseados em dogmas e não em fatos concretos.
Claramente, a Igreja acha que a gestação deveria ter sido levada adiante. Mesmo que a menina não morresse, ainda assim uma criança de nove anos não está pronta para ser mãe, mesmo que a gravidez fosse o resultado de uma relação consentida. Some tudo isso ao trauma psicológico de ter sido violentada, e ter que carregar por nove meses o resultado disso, e ainda cuidar por tempo indefinido dos filhos, mas mesmo assim a Igreja acha que o aborto não deveria ter sido feito. Esse é o senso de “justiça” da Igreja Católica Apostólica Romana.