“Vagas limitadas”

Eu não creio que algum produtor de eventos leia isso (ou mesmo que algum produtor de eventos vá ler isso em algum momento futuro), mas mesmo assim tenho que reclamar: não anunciem que há um “número limitado” de vagas, isso é inútil e não diferencia o seu evento em nada.

Não interessa se é um show, uma palestra, uma peça de teatro, etc… Também não interessa onde é o evento: qualquer evento, em qualquer lugar tem um número limitado de vagas. Podem ser muitas, podem ser poucas, mas certamente não cabem infinitas pessoas. Especialmente caso se trate de algum lugar fechado, e mais especialmente se for alguma espécie de auditório com um número determinado de cadeiras, é evidente que só um determinado número de pessoas poderá participar. Não precisa falar o óbvio.

É claro que anunciar “vagas limitadas” é marketing, faz o evento parecer mais “exclusivo” ou “diferenciado”. Mas é um marketing incrivelmente idiota. Fazendo um paralelo, seria o mesmo que uma fábrica de carros tentar “diferenciar” seu novo lançamento anunciando que o carro “vem com bancos!”, ou promover um celular dizendo “faz e recebe ligações!”, ou que um fogão “cozinha seus alimentos!”, e por aí vai.

Um comentário

  1. Juliano says:

    Há 190 mil pessoas “incrivelmente idiotas” no Brasil.

    Pelo menos é o número de entradas para uma pesquisa, com aspas, do termo que o Ed odeia e é título deste artigo.

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