Pais, não batizem seus filhos

Pelo menos enquanto eles forem recém-nascidos (ou pouco mais que isso), pois dessa forma vocês estarão impondo a eles uma religião que talvez eles não queiram seguir, sem dar a eles a chance de decidir isso.

Deixem que seus filhos, quando crescerem um pouco, decidam a religião que preferem seguir, e se então eles quiserem ser batizados, façam o que for necessário. Mas se eles optarem por alguma outra coisa, suportem-nos nesta outra escolha. Da mesma maneira, deixe que eles decidam se querem ir à catequese ou não, afinal eles têm o direito de não querer seguir aquela religião.

Vocês podem expor as idéias da sua religião se quiserem, apenas deixem claro que, em primeiro lugar, se trata de uma crença sem fundamento científico, e que assim como existe esta crença, existem outras equivalentes. Mas incentivem seus filhos a buscar por eles mesmos pela religião que lhes agradar mais, se for o caso. Incentivem-nos também a procurar pelo outro lado, ou seja, a ver o que outras pessoas têm a dizer com base em métodos científicos verificáveis, para que eles podam decidir por eles mesmos no que acreditar.

3 comentários

  1. Sr. Juliano says:

    haha

    “apenas deixem claro que, em primeiro lugar, se trata de uma crença sem fundamento científico”

    o problema é que crianças não têm discernimento para decidir se querem ou não ir à catequese, se puderem escolher provavelmente será uma decisão aleatória

    mas, acredito que o texto está baseado na extinção do limbo, pois agora que o papa o eliminou, o batismo não é mais condição “sine qua non” para o paraíso

  2. De fato, é necessário que elas atinjam uma certa idade até ter o discernimento necessário. Qualquer decisão tem que ser deixada para quanto atingirem tal idade. Mas eu creio que a atitude dos pais pode acelerar um pouco essa capacidade.

    Quanto ao limbo, minha opinião quanto a isso não se altera em nada com o fato de o papa dizer que ele existe ou não.

  3. Carlos Eduardo Kania says:

    Essa é uma discussão perdida…a religião não é racional…parte-se do pressuposto que os pais religiosos acreditam piamente em suas convicções…então é lógico que eles vão querer de todo jeito que seus filhos sigam sua religião, pois senão estariam condenando-os ao inferno ou algo do gênero

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